Continuação do texto de 11 Abril
"...o senhor estava a falar com o treinador adjunto e não tinha visto. Nunca estava atento ao que eu fazia.
Sabe, eu sou o primeiro a admitir que, na altura, não tinha lá muito jeito para aquela modalidade. Mesmo que o senhor me tivesse ensinado muita técnica, dificilmente iria passar da cepa torta e de ser um jogador relativamente fraco. Era um daqueles jovens que, embora com a mesma idade dos outros, estava um par de anos atrás deles em maturidade e força.
Ao não se aperceber disto o senhor estava a cometer o seu maior erro!
Depois disso cresci. Experimentei outras modalidades. Cheguei a júnior e, sem ser um grande sprinter, conseguia correr bastante rápido. Entretanto também ganhei peso. E aquele jogador iniciado franzino, era agora capaz de atirar a bola de beisebol com mais força do que ninguém na zona. Nesta modalidade fui escolhido para uma das melhores equipas da região.
Quando o meu corpo ganhou maturidade, os treinadores das equipas de futebol não me deixavam descansado, com convites atrás de convites para eu ir para o futebol. Respondia-lhes sempre que não gostava da modalidade.
“Mas porquê? És uma força da natureza” diziam tentando convencer-me!
Sabe, eu sou o primeiro a admitir que, na altura, não tinha lá muito jeito para aquela modalidade. Mesmo que o senhor me tivesse ensinado muita técnica, dificilmente iria passar da cepa torta e de ser um jogador relativamente fraco. Era um daqueles jovens que, embora com a mesma idade dos outros, estava um par de anos atrás deles em maturidade e força.
Ao não se aperceber disto o senhor estava a cometer o seu maior erro!
Depois disso cresci. Experimentei outras modalidades. Cheguei a júnior e, sem ser um grande sprinter, conseguia correr bastante rápido. Entretanto também ganhei peso. E aquele jogador iniciado franzino, era agora capaz de atirar a bola de beisebol com mais força do que ninguém na zona. Nesta modalidade fui escolhido para uma das melhores equipas da região.
Quando o meu corpo ganhou maturidade, os treinadores das equipas de futebol não me deixavam descansado, com convites atrás de convites para eu ir para o futebol. Respondia-lhes sempre que não gostava da modalidade.
“Mas porquê? És uma força da natureza” diziam tentando convencer-me!
Desculpem, mas não quero! Não sei explicar, mas não quero! O futebol não é a minha modalidade!Olhando para trás, digo-lhe..."
(Continua)

2 comentários:
Sem querer prever qual é o desfecho da carta, atrevo-me a dizer que poderá ser uma lição a todos nós que estamos no mundo do treino com jovens e, principalmente, em idades mais "tenras". Aproveito para dizer, que por vezes os miúdos que em escolas (6 aos 10 anos)ou infantis(11 e 12 anos) não se destacam numa modalidade desportiva, contudo em juvenis ou juniores, poderão destacarem-se positivamente e por imensos factores (internos e externos ao treino).
E aqui, nos treinadores, temos um importante papel no desenvolvimento desse atleta. Nunca podemos esquecer que um atleta e acima de tudo um HOMEM da sociedade e para a sociedade.
Sem querer apressar as escritas no blog, estou muito curioso pelo final da carta. Acho-a deveras interessante do ponto de vista pedagógico. Não era do meu conhecimento, mas confesso que é um belissimo documento de estudo.
Cá espero pelo final
Abraço
António
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